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AUMENTO

A cirurgia de inclusão de implantes de silicone (mamaplastia de aumento) visa dar volume a seios pequenos e/ou restaurar o volume perdido após perda de peso ou gravidez. Os implantes também podem ser utilizados na reconstrução das mamas após mastectomia ou retirada de lesão.

No geral, os implantes podem ser colocados pelas vias axilar, transareolopapilar, periareolar inferior ou sulco submamário; e posicionados em planos subglandular ou submuscular.

Existem diversos tipos de implantes, variando quanto a formato (redondos, anatômicos, cônicos), medidas (base, projeção), revestimento (texturizado, poliuretano), etc. A escolha deve ser cuidadosa e individualizada, respeitando as peculiaridades anatômicas, características de pele e desejos de cada paciente.

Se houve gestação recente, não há consenso sobre quanto tempo dever-se-ia esperar até a realização do procedimento. Deve-se aguardar o retorno da mulher a sua forma física normal e involução das mamas por PELO MENOS 6 MESES APÓS O DESMAME.

No caso de pacientes jovens, o completo desenvolvimento das mamas ocorre, em média, até os 16 anos de idade. Abaixo desta idade, procedimentos estéticos eletivos estariam, em geral, contra-indicados por traumatizarem um órgão ainda em formação, podendo gerar alterações funcionais futuras.

– Plástica nas mamas atrapalha o aleitamento materno?

No caso da simples inclusão de implantes mamários de silicone (sem retirada de pele), os fatores a serem levados em consideração (no quesito aleitamento) seriam, principalmente, a via de acesso (local onde é realizada a incisão através da qual a cirurgia ocorre) e volume do implante (que, quando em exagero, poderia comprimir excessivamente o tecido glandular sobrejacente e funcionar como fator traumatizador local). Sendo bem planejados, NÃO ocasionariam qualquer alteração num futuro aleitamento.

– Qual a vida útil de um implante mamário?

Os implantes atuais são produzidos com gel de silicone altamente coesivo e revestimento resistente, mas, apesar da longa vida útil que essas características lhes conferem, não são eternos. Não há um prazo fixo para troca. Na prática, o que se observa é um aumento progressivo no índice de alterações que indicariam a necessidade de troca à medida que aumenta o tempo decorrido da cirurgia de inclusão dos implantes, até, geralmente, um limite máximo de 20 anos para algumas fabricantes.

– Implantes de silicone aumentam o risco de doenças e/ou de câncer de mama?

NÃO! Não há qualquer relação entre implantes mamários de silicone e aumento na frequência de qualquer patologia, quer seja ela na mama ou em outros órgãos. As mulheres com implantes (como todas as outras) apenas deverão manter avaliação médica periódica e realizar os exames de imagem que seu cirurgião julgar necessários (possivelmente, antes do previsto para as mulheres sem implantes), para monitorização.

– Implantes podem se romper, girar ou sair do lugar?

SIM! Apesar da elevada qualidade dos implantes mamários atualmente oferecidos pelas maiores empresas no mercado, ainda assim é possível que, por algum imprevisto (não seguimento correto das orientações pós-operatórias, trauma mecânico, infecção, má técnica cirúrgica, implante de baixa qualidade), haja ruptura ou desposicionamento do(s) implante(s). Nestes casos, nova cirurgia poderia estar indicada.

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